Decorreu no passado dia 10 de Outubro, no anfiteatro da nossa escola, a apresentação oral dos resultados preliminares da avaliação internacional do IPS.
Poderá ter passado despercebido a muitos, mas o IPS está de facto a ser avaliado por uma entidade externa, a EUA (Associação Europeia de Universidades), que enviou ao nosso país uma equipa de avaliação composta por 5 académicos (entre eles uma representante dos estudantes) de vários países, que tentou perceber o que está bem e mal no nosso Politécnico.
A AE ESES reuniu com a comissão no dia anterior ao da apresentação, expondo alguns dos problemas que nós alunos sentimos na nossa escola, e esteve também presente no dia 10. Divulgamos de seguida um breve apanhado de algumas conclusões que foram apresentadas:
A equipa salientou que estes são tempos de mudança e de transição para o IPS. A instituição mostra sinais de evolução positiva, ainda que tenham sido detectados problemas com o staff académico, e deva ser dada uma especial atenção ao processo de centralização de serviços que está em curso, que se pretende mais útil aos alunos. Foi mencionado que a legislação portuguesa que afecta o IPS é de facto um obstáculo, mas que há maneiras de o contornar e confirmar o ensino em sistema de politécnico nunca como inferior ao das universidades. Diferente sim, mas que prime igualmente pela excelência.
A questão da investigação foi também bastante focada. Para a equipa de avaliação a investigação é um marco importantíssimo na vida de qualquer instituição de ensino superior, e que não está ainda muito desenvolvido no IPS. Foi até sugerido que se façam colaborações com outras entidades, nomeadamente universidades, para que se criem projectos de investigação adaptados à realidade do IPS.
A comissão concluiu que apesar do processo de unificação trazido pelo Tratado de Bolonha a diferença é um aspecto positivo quando se trata das realidades de cada país, e o valor do ensino no IPS é paralelo ao de outros politécnicos europeus, pois tem as suas vantagens quanto à empregabilidade.
Infelizmente não vimos muitas das questões apontadas pelas Associações de Estudantes serem mencionadas nesta apresentação. Foi relatada a nossa insatisfação face aos novos programas de estudo, mas muito ficou por dizer. Esperamos agora por uma relatório final de avaliação, onde sabemos que a opinião dos alunos não será posta de parte, e onde esperamos ver algumas sugestões para a melhoria do ensino no IPS.
Por vezes importa não olhar apenas para a realidade da nossa escola, e perceber que a mudança surge habitualmente numa cadeia hierárquica, pelo que em grande plano, as alterações que se dão no IPS afectam em último todos os alunos. Há que estar atento a estas mudanças, para que depois não sejamos apanhados de surpresa quando achamos que algo está melhor ou pior.
Departamento de Comunicação e Imagem da AE ESES